Recentemente, estivemos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para conversar com um personagem que utiliza constantemente os serviços do terminal. Nessa nossa primeira entrevista para a seção Cara a Cara, conversamos com o executivo financeiro de São Paulo, Joel Roberto, que utiliza o local de 30 a 40 vezes ao ano.

O executivo não tem opção por nenhuma das duas maiores companhias aéreas do País e diz que, na média, é bem atendido por elas, podendo opinar apenas pelo chek-in, já que compra suas passagens por meio de agentes de viagens.
Por utilizar muito os serviços de Congonhas, ele deu um depoimento sobre o momento atual da aviação e sobre segurança de voo. "Acredito que pode haver algum retorno de situações que mereçam mais atenção. A indústria vive um período de declínio, ainda por conta da crise na economia, e isso e a chegada do final do ano deve estressar os serviços das empresas que operam por aqui, num curto prazo", disse.
Joel destacou negativamente a área de alimentação do aeroporto, principalmente no lado renovado. Além de achar que seriam necessárias mais opções nesse sentido, ele também disse que nunca viu engraxates pelo local. Ao receber a informação da localização dos mesmos, ele disse que mantinha a crítica por conta deles estarem pouco visíveis. Ele também sente a falta de livrarias e não apenas uma só, que é também papelaria, como chamou a loja existente no terminal.

Sobre o trabalho da Infraero, ele disse que normalmente o que lhe incomoda é no momento de passar pelo portão de embarque, pois às vezes os funcionários da empresa pedem identificação, às vezes não. "As regras deveriam ser mais claras", destacou. Sobre bagagens não opinou, pois normalmente só viaja a negócios.
No setor de infraestrutura de transporte, o executivo disse que as novas instalções funcionam muito bem, sem dúvida nenhuma muito melhores do que as anteriores, e que se utiliza dos dois tipos de táxi ali existents. Mas, ele afirmou que prioriza os táxis vermelhos, pois tem melhores condições de segurança para o passageiro, por exemplo. Aqui ele cita que os condutores de táxis comuns parecem que escondem o cinto.
Não resistindo a uma comparação, Joel disse que em Guarulhos e no Santos Dumont (RJ) a coisa é diferente. No primeiro, que é um termimnal internacional, ele lamenta só existir uma rede de lanchonete, e que, para ele, ao ter vencido a concessão, evita a concorrência.
"Isso é triste. Nós vamos em qualquer terminal internacional de Londres e Nova York e temos 14 restaurantes. Em Guarulhos sempre vemos pelo menos 10 pessoas na fila para comprar um sanduiche. É tudo muito mal planejado. Deve ter alguém ganhando algo com isso, mas não é o consumidor", finalizou.
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