No último mês de março, participamos, como convidados, do curso “Elaboração e Organização de Eventos”, promovido pela Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo (ABAV-SP), ministrado pelo consultor da área, Wilson Colocero, formado em Publicidade e Propaganda e pós-graduado em Marketing, com experiência de mais de 30 anos em várias áreas do turismo.

O treinamento, em duas aulas, tem como objetivo orientar funcionários de agências de viagens ou de empresas sobre os recursos de planejamento, produção e desenvolvimento de eventos corporativos.
No primeiro dia, o professor explica os diferenciais do segmento e os principais procedimentos, desde o primeiro contato efetuado com a empresa contratante, como organograma, programação, características e definição, tipos de eventos e a discriminação dos serviços. No segundo, a aula se detém nas planilhas, muito necessárias para o total controle de todo o processo organizacional do evento corporativo e do controle de todos os custos.
Também se pode conhecer, por exemplo, todo o processo de relacionamento que envolve vários segmentos do turismo que são fundamentais para a elaboração e a finalização de um evento de pequeno a grande porte, passando por transporte aéreo, receptivo, hospedagem, alimentos e bebidas e viagens culturais e de lazer, considerado um plus na programação.
Pudemos observar, nos dois dias de treinamnto, que esse mercado realmente vem se preparando para crescer ainda mais. Segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o impacto direto dos gastos dos eventos na economia do País é de US$ 35 milhões, a maior parte voltada para os mercados de hospedagem e alimentação. O tempo de permanência do turista é de 6,8 dias e o gasto médio diário gira em torno de US$ 285,00.

Também ficou claro, no encerramento, o acerto da iniciativa da ABAV-SP de preparar melhor os profissionais do setor com as melhores práticas desse novo mercado e também apresentar alternativas e o comportamento dos potenciais clientes dessa indústria.
Todavia, também ficou evidente que deve haver uma distinção ou uma nova denominação do curso, para que fique claro que o mesmo é direcionado a novatos na profissão, pois o mesmo não chega a agregar tanto àqueles que já atuam nesse setor. A afirmação se comprova pelos depoimentos de dois participantes do curso.
Para Yvana de Almeida, gerente de Atendimento da Blau Tour, o aviso prévio de que o curso é para iniciantes poderia reunir profissionais do mesmo nível. "Acho que deveriam alertar na chamada do curso que se trata de um curso para iniciantes, assim poderiam selecionar pessoas no mesmo nível profissional", disse.
Acabou se tornando cansativo, não acrescentou nada e sem contar que não é um investimento tão barato, para uma empresa que mandou três representantes, como foi nosso caso", disse. Acabamos fazendo nossos comentários paralelos e com certeza não foi um curso proveitoso para nós. Tudo que foi mostrado lá já aplicamos há muito tempo em nosso dia a dia", concluiu.
Fábio Frizzo Caldeira, diretor da Atmosfera Turismo, concordou. "Eu achei a estrutura do curso boa e só a apresentação em Power Point poderia ser mais bem elaborada. Eu acho também que, talvez, poderia ocorrer a participação de dois profissionais da área. Seria interessante para trocar informações e agregar um pouco mais experiências de outras pessoas", disse.
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