Quarta-feira - 8 de Setembro de 2010 | Vitória! Deixe Jesus mudar a sua história. E a nuvem, de glória, sobre a sua cabeça descerá! Carlos A. Moyses |
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Entrevistando


PRESIDENTE DA ABIH-SP FALA DO SETOR, COPA DE 2014, CONOTEL E NOVA CLASSIFICAÇÃO HOTELEIRA
Maurício Bernardino critica números otimistas divulgados pelas autoridades

Na presidência da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo desde 2006, Maurício Bernardino se destaca como um gestor e administrador experiente.

Recentemente, ele recebeu a reportagem do TURISMO OPINIÃO, na sede da entidade, e falou sem nenhuma restrição sobre a temporada 2009-2010 no Estado, o estágio e entraves atuais dos empreendimentos hoteleiros e de todo setor, e ainda sobrea a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O executivo também explicou porque o Conotel continua sendo realizado no Rio de Janeiro e se mostrou um apoiador do projeto do Ministério do Turismo sobra a nova classificação hotelira do País.

Então, boa leitura!!!

######

TURISMO OPINIÃO: Um ano após um período que para muitos foi de crise, eu gostaria que o senhor começasse falando sobre os resultados da temporada 2009-2010.

MAURÍCIO BERNARDINO: Considerando o ano de 2009, foi um ano muito bom para os negócios hoteleiros, tanto na litoral quanto no interior e na capital. Nós começamos com alguma apreensão, algumas expectativas negativas, uqe poderiam refletir a crise nos Estados Unidos e na Europa. Mas, felizmente, a cada mês que foi passando isso foi se dissipando e mantivemos os investimentos em expansão, atualização e os relacionados aos colaboradores.

Então foi um ano muito bom, principalmente o segundo semestre. E, mesmo agora, com a temporada mais voltada para os hotéis de litoral e alguma coisa do interior, também foi muito bom. Isso justifica o fato de que não só São Paulo, mas o Brasil como um todo, está atingindo uma maturidade no turismo, e que mesmo com algumas dificuldades conseguimos crescer. É lógico que isso também é um reflexo da economia do País, que passa por um momento muito bom e vamos torcer para que continue.

Não resta dúvida de que o turismo cresceu. Na América Latina, ampliando um pouco o foco, o setor vem crescendo 50%, em média, nos últimos quatro ou cinco anos. A realidade é que uma série de fatores está levando a isso. Todos os que atuam no trade estão tomando medidas para ajudar. Temos usado muito os aeroportos e é um absurdo o que está a aviação. Esperamos até 45 minutos só para retirar a bagagem.

TURISMO OPINIÃO: E como está a rede hoteleira neste sentido? Está acomodada com relação a esse crescimento? Nós tivemos, recentemente, a saída de alguns hotéis do mercado e até fechamentos. Eles estão fazendo falta ou a situação está normalizada?

MAURÍCIO BERNARDINO: Na realizdade, os hotéis que saíram e que enceraram as atividades já eram produtos muito antigos, obsoletos, e isso veio ajudar um pouco no equilíbrio da oferta. Nós temos em São Paulo um excesso de 15 mil quartos. Se tivessemos um número menor que esse ainda estaríamos numa posição muito boa. O que há é que temos uma ocupação boa, que cresceu, mas no ano ainda estamos patinando, saindo da faixa de 60% ou 65%. Para quem vinha numa dificuldade, porque não saia de 40%-45%, ir para esse número é satisfatório.

Existem muitos números otimistas, principalmente das autoridades públicas, que insistem em dizer que a coisa é uma maravilha. Não está essa maravilha! Aliás, esse otimismo é uma posição que o Brasil vem tendo nos últimos sete ou oito anos, de que tudo está bom e não resta a menor dúvida. Tem que ser assim. Não estou criticando.

Tem que ser otimista, mas nosso valor de diária ainda tem um valor em torno de 50% do necessário e teríamos que estar acima dessa marca. Ou seja, nós estamos girando entre R$ 135 e R$ 140 mas deveríamos estar em R$ 180, muito pela qualidade de equipamento. Não temos equipamentos mais ou menos em São Paulo e a mão de obra é excelente, muito bem planificada.

TURISMO OPINIÃO: O que dificulta efetivamente esse aumento mínimo de diárias?

MAURÍCIO BERNARDINO: O excesso de oferta. Só quando houver um equilíbrio de oferta. E isso não serve só para a diária hoteleira, é para tudo. Só quando houver esse equilíbrio entre oferta e demanada é que vamos ter melhorias. Hoje ainda temos um índice de ociosidade de 35%. Se ele cair para 15% ou 20% estaremos recuperando isso.

Por isso, hoje estamos ficando satisfeitos com muito pouco, porque o passado dava prejuízo, era negativo, e conseguimos chegar a um Revpar positivo. Mas isso também não está animando ninguém. Na minha empresa, independentemente da ABIH-SP, nós temos muitas dificuldades para remunerar os investidores. Quando apresentamos novos projetos, a cidade de São Paulo é inviável, porque não existe quem queira fazer um hotel aqui.

TURISMO OPINIÃO: Seria esse o motivo que tem levado alguns empreendimentos à troca de bandeira, principalmente na região da Berrini (zona Sul)?

MAURÍCIO BERNARDINO: Essas trocas de bandeira demonstram a insatisfação total, absoluta e irrevogável dos proprietários com as bandeiras atuais. Então, fica uma ilusão de que trocando o vermelho pelo verde vai melhorar, e não melhora nada. Daqui a pouco se troca o verde pelo azul também.

TURISMO OPINIÃO: Mas esses investidores sabem realmente como funciona o negócio ou eles querem e procuram os resultados sem ter uma noção exata de como isso acontece efetivamente?

MAURÍCIO BERNARDINO: Eles foram iludidos no passado. Mostraram páginas de jornal de que a diária média de São Paulo era tanta e a ocupação era tanta... Um absurdo! Eles foram iludidos e hoje eles cobram.

TURISMO OPINIÃO: E com esse fato de as entidades dizerem que tudo está maravilhoso. Isso também pode estar iludindo esses investidores?

MAURÍCIO BERNARDINO: Vai perguntar aos investidores se está mesmo maravilhoso. Não está! Estamos falando dos pequenos investidores, ou os que investiram nos mal fadados flats, que inibiram a hotelaria, que não conseguia concorrer. Hoje temos uma situação que mostra que existe na cidade os quartos ofertados pelos flats, que nós não sabemos exatamente quantos são. Quer dizer, há um excesso de oferta e a demanda de São Paulo nunca parou de crescer.

Num determinado momento, não conseguimos consumí-los. E eles vão para as administradoras, que ainda têm um custo grande e não resolve. Aquele que comprou um apartamento e pagou US$ 120 ou 130 mil, não acha um comprador pela metade do preço.

Aí as redes, para poderem sobreviver, começam a negociar. E essa negociação é o que tende a achatar as diárias. É natural. Então, a maneira de concorrer ainda é diminuindo o preço, fazer promoção, este tipo de coisa.

TURISMO OPINIÃO: Agora falando de Copa do Mundo. O que o senhor acha da possibilidade de São Paulo não sediar a abertura do torneio por conta de brigas políticas do futebol?

MAURÍCIO BERNARDINO: Eu, como presidente da entidade ABIH, digo que o Brasil não fica fora, porque não tem nenhuma outra capital no País em condições de receber a Copa do Mundo. E as cidades têm que hospedar as pessoas, independentemente da briga na esfera do futebol. Eles tem que arrumar o campo, porque não tem nenhuma outra cidade que tem hotel para receber as delegações, a midia do mundo e os torcedores.

Eu falo, "com todo o respeito", e que se destaque isso, que vi que Belo Horizonte se propõe a sediar a Copa com 6.200 quartos de hotel. Que chegue a oito mil. Esse total só a mídia já usa e todos estarão na abertura. O Rio de Janeiro, que é a segunda cidade depois de São Paulo em números de quartos de hotel, tem 25-26 mil. São Paulo tem 45 mil, um número até superior ao que a FIFA exige.

Então não é só campo. Tem que ter hospital - qual a outra capital brasileira que tem a assistência médica, o número de hospitais quem tem em São Paulo? Qual tem um sistema viário como o de São Paulo? Ela fica congestionada, sim, mas depende de onde você andar. Outros lugares também vão ter isso. Estamos acompanhando a questão e é muito mais fácil resolver o lugar de jogar do outros problemas. E a hotelaria é um deles. É uma questão lógica. Não há tempo de se fazer hotéis até lá.

TURISMO OPINIÃO: Agora uma opinião de hoteleiro. Como o senhor vê o fato de que a capacidade hoteleira do Rio de Janeiro será completada com a utilização de navios?

MAURÍCIO BERNARDINO: O que eu entendi é o seguinte, usando um raciocínio lógico. A Copa do Mundo coincide com a temporada de Verão do hemisfério Norte. Lá é a região do navios. Eles terem vindo aqui para o Sul é uma coisa muito recente. Esse sucesso na costa brasileira, na Argentina, é de quatro ou cinco anos. Lá é um produto consolidado. Eu não estou entendendo muito bem como as empresas vão tirar esses navios de lá para colacá-los no Rio de Janeiro. Até porque os contratos com as operadoras já foram feitos para os próximos cinco anos. Já estão compromissados. Eu não tenho muita autoridade para falar sobre isso, não, mas eu acho dificil esses navios virem para o Rio de Janeiro. Em relação à infra-estrutura e conforto, eles oferecem serviço semelhante.

TURISMO OPINIÃO: Gostaria que o senhor falasse sobre o incremento da economia local se a abertura for realmente em São Paulo.

MAURÍCIO BERNARDINO: Como vamos ter um evento de três semanas, um congresso da FIFA que antecede o torneio, na mesma sede da abertura, deveremos ter uma movimentação hoteleira em São Paulo de 40 a 45 dias. É o que estamos imaginando, quatro a seis semanas.

Mas tudo continua a funcionar, seja lá qual for a cidade. Os hospitais continuam, as escolas também. Nós temos uma ocupação em julho de mais de 50%. Também vamos imaginar que com a Copa os eventos e reuniões de negócios se arrefeçam um pouco e isso caia para 35%-40%, o que vai acontecer nas outras cidades-sedes também. E cada um tem a sua vida. Temos que manter os serviços e receber os visitantes. Essa é uma logisitica com a qual estamos preocupados.

Ninguém vai perder o seu cliente, temos que continuar recebendo-os. Outra coisa. Qual das cidades-sedes tem uma área lindeira que ofereça as condições que São Paulo oferece? Estamos a 80 Km do Litoral, a 200 km da Serra, Serra da melhor qualidade. Das dez melhores estradas do Brasil, todas estão no Estado. Temos atrativos e meios de hospedagem ao redor, isso só falando de 100 km.

TURISMO OPINIÃO: Mudando de assunto. Queria falar do Conotel, que se tornou muito forte recentemente em São Paulo e agora está no Rio de Janiro. Como o senhor vê essa mudança, já que São Paulo tem todas essas condições?

MAURÍCIO BERNARDINO: Obrigado pela perguinta e por mais uma vez poder esclarecer isso. O Conotel vinha numa colocação quase que final. Em 2000 foi em Porto Seguro (BA), quando se comemorou o descobrimento do Brasil. Em 2001 foi em Caxias (do Sul-RS) e em 2002 foi em Brasília, e nem os hoteleiros locais compareceram. Foi um fracasso.

Partindo daquilo, junto com o presidente da ABIH Nacional à época, Luiz Carlos Nunes, resolvemos que a única maneira de fazer esse evento crescer era fazer uma reformulação, que conseguimos fazer voltando às origens, como quando era realizado com a Equipotel, que se originou no Congresso da ABIH e que ficou muito grande.

Junto com a Equipotel, numa experiência de dois anos, os hoteleiros que vinham para participar da feira também participavam do congresso da ABIH. No primeiro ano, conseguimos montar uma parte social muito ativa e os hoteleiros começaram a vir com a família, por exemplo, e aconteceu um crescimento estrondoso que fez as pessoas pensarem que o Conotel é dessa época. Na verdade já existe mesmo há 52 anos.

No segundo, fizemos uma pesquisa com os hoteleiros que participaram do Conotel, e com setenta e poucos por cento, eles não queriam mais o evento junto com a Equipotel, pois diziam que ou eles participavam de um evento ou de outro. Uma coisa estava prejudicando a outra. Aí resolvemos sair da Equipotel e continuamos fazendo um evento de sucesso, com um número de participantes hoteleiros.

TURISMO OPINIÃO: Em seguida o evento foi para o Centro Universitário Senac, em São Paulo, certo?

MAURÍCIO BERNARDINO: Ai fomos fazer lá no Senac, no Centro Universitário e foi um sucesso. Na sequência disso, comemorava-se os 50 anos do congresso. E aí, numa reunião foi solicitada que o evento acontecesse no Rio de Janeiro, já que ele começou lá e como homenagem ao Álvaro (Bezerra de MellO), que era o recém eleito presidente da ABIH Nacional. Foi feita uma votação e eu inclusive votei a favor. E foi um sucesso muito grande, porque conseguimos o envolvimento do sindicato da categoria, coisa que aqui em São Paulo nos atrapalha.

Aí houve a intenção de se voltar para São Paulo, porqu eles viram que não é fácil organizar o Conotel. Eu coloquei a situação de que voltar porque ninguém vai concorrer com a Equipotel, um evento muito maior e consolidado. Nós aceitariamos trazer de volta a São Paulo no primeiro trimestre. Aí deparamos com as outras ABIHs, porque no passado ficou acertado que o Conotel seria sempre no segundo semestre, para que a primeira parte do ano ficase livre para as estaduais fazerem seus eventos, como faz a Bahia, o ceará e como fez recentemente Santa Catarina, por exemplo.

Aí eu, como presidente da ABIH-SP, e esse é o meu último ano, defendo essa posição. Como eu fiz três congressos eu vi qual é a dificuldade que é fazer o evento. E os hoteleitros não querem vir junto com a Equipotel. Essa é que é a verdade. Então, para 2010 ficou definido no Rio de Janeiero. Para 2011, eu levei uma outra proposta, para que o evento acompanhasse o presidente. Aí eles não querem. Querem que volte a ser itinerante. E voltar a isso é voltar a uma experiência negativa.

Talvez os que defendem essa possibilidade não tenham tido essa experiência, porque já se passaram oito anos e hoje são novas liderenças. E o Rio de Janeiro é muito grande, todos querem ir para lá. Então demos a seguinte opinião: que receberíamos o Conotel de volta, sob a minha orientação, mas no primeiro semestre. Pensamos em trazer dois dias antes da equipotel, mas eles só querem ficar aqui três dias no máximo. Por isso tudo está mantido no Rio de Janeiro.

TURISMO OPINIÃO: Agora quero que o senhor fale sobre o projeto do Ministério do Turismo sobre a nova classificação hoteleira.

MAURÍCIO BERNARDINO: Nós apoiamos integralmente, até porque isso foi uma reivindicação que sempre exisiu da ABIH, pelas dificuldades que nós enfrentamos no passado e ainda enfrentamos, hoje com um nível de compreensão bem maior. Porque os flats entraram nisso sem classificação nenhuma. E essa é uma das razões das bandeiras e marcas não quererem a classificação. Elas querem uma classificação de acordo com a marca.

Então, uma classificação oficial vai determinar que esses hotéis sejam o que na realidade eles são. Nós temos hotéis por aí que não merecem estrela nenhuma, pois não oferecem serviço nenhum, não oferece nada. Agora, para as donas das marcas não é interessante. O cliente quer saber que aquela marca é aquela marca. A outra é outra. E nós já defendíamos isso, porque era para diferenciar nosso serviço. E o hóspede, nossa razão de ser, não tem como identificar isso. Ele não é obrigado a saber o que uma marca, normalmente um nome em outro idioma, significa, o seu conceito.

Vamos entender que o universo da hotelaria hoje são 88%, ou um pouco mais disso, dos hotéis independentes. Em torno de 11% são administrados. Então a grande massa são dos independentes. Por isso os hotéis têm que ser classificados, e pela marca não tem como fazer isso. Não tem como por que ele é Plaza, que é Palace. É impossível. Então é impotante essa classificação.

Outra coisa. O povo precisa ter um referencial. Estão esquecendo também de citar que há uma tradição. Você não pega isso e joga no lixo. Quer dizer, o hotel sempre foi classificado. Todo mundo, até o sujeito que nunca se hospedou em um hotel sabe que ele tem classificação. Todos sabem que essa história de estrela é sinônimo de qualidade na hotelaria. Não fomos nem nós, os brasileiros, que inventamos isso. Já faz parte da história das estalagens, classificar para ter um diferencial.

Se você é um viajante e está indo para um lugar que não conhece, tem que ter um referencial. Nós não podemos mudar uma situação quando as grandes marcas representam apenas 11%.  Mas você pode dizer que vai em todos os países e a marca é a mesma. Sim, mas para nós do Brasil há diferença, pois 88% quer saber quantas estrelas tem o hotel. Então, em cima de um argumento baseado em nada, eles dizem que isso não existe, que quem classifica é o hóspede. E como ele faz isso? Ele nunca foi lá.

TURISMO OPINIÃO: E sobre o modelo que será adotado? Muitos estão contra por acharem se tratar de uma regulamentação.

MAURÍCIO BERNARDINO: Na verdade, o projeto não é uma regulamentação é uma organização do setor. Porque não está sendo imposto nada sobre isso, nem a obrigatoriedade. Agora, quem tá chiando, tá chiando por uma única razão. Não é obrigado, mas se o hotel não se classificar vai ficar de fora. E ele, para se classificar, vai ter que gastar dinheiro, pois ele está com má qualidade.

Temos dois grupos que repesentam o contra. Um é o das bandeiras, que tinham que achar um presidente da ABIH que representasse as administradoras de hotéis, e acharam. o outro representa os que tem um hotel caindo ao pedaços e vai ter que reformá-lo. E a ABIH Nacional apóia os que tem bom senso e envolvimento, porque é uma excelente coisa

E digo. Pena que não seja obrigatória. Deveria ser e vai acabar sendo, porque quem ficar de fora dessa organização vai ter dificuldades. Então, concluindo, parabéns ao Ministério do Turismo, apesar de dificilmente nós parabenizamos um órgão público. Eles estão cuidando disso com tanto critério, com tanto cuidado, com o Ricardo (Moesch).

Abriu um canal de comunicação via internet, para as pessoas que não estão de acordo mandarem sugestões. Estão fazendo a coisa com tanta transparência, que estão incomodando as pessoas. A primeira reação é de que seria imposto, e não foi assim. Até quem era contra num primeiro momento já entendeu e mudou, já tem uma nova visão, por conta dos seminários que estão sendo feitos no Brasil.

Eu acho que a escolha que eles fizeram da determinação eu acho perfeito. Não conseguimos no Brsil discutir tipo por tipo de hotel. A outra crítica que fazem é que o Inmetro é que vai fazer isso. Aí eu pergunto: se não for o Inmetro será quem? Se o País tem um órgão que mede, que avalia, oficial, quem será? Também foi perfeito.

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Se você quiser fazer algum comentário sobre essa entrevista, envie uma mensagem para editor@turismoopiniao.com.br

Em: 26/5/2010


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