A diretora-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil -ANAC - Solange Vieira (foto), anunciou ontem, 7, no Recife, que em até 30 dias poderão ser implantadas medidas duras e imediatas de punição às empresas aéreas que não apresentarem resultados satisfatórios quanto à pontualidade e regularidade de seus vôos.

Solange divulgou o balanço da Operação Carnaval, que apontou que a OceanAir teve o maior número de atrasos registrados entre o dia 28/02 e 06/03, quando cerca de 8% dos vôos de todo o País tiveram atraso de mais de uma hora. A companhia aérea representa 7% do mercado e foi responsável por 27% dos atrasos. Em seguida veio a Gol, com uma média de 7% dos vôos partindo com atraso de mais de uma hora; a Varig, com 6%; e a TAM com 5%. No total da indústria, o índice registrado foi menor que a média de 11% do período de Natal e Réveillon.
Mas, segundo a presidente da ANAC, mesmo com esse levantamento favorável, a situação ainda não é a ideal. "A média de atrasos está baixando, mas ainda está muito aquém do que a gente espera", disse. Um em cada 12 aviões continua saindo com atraso de mais de uma hora. Em julho, a ANAC pretende adotar a referência adotada internacionalmente, de 30 minutos, para registrar os atrasos. No Brasil, eles são contados a partir de uma hora. Nos padrões internacionais, é considerado aceitável que 5% dos vôos demorem 30 minutos.
Segundo a Agência Estado, no final do ano a OceanAir havia sido responsável por 35% dos atrasos registrados. Por isso, Solange Vieira disse que chamaria a empresa para se explicar. Em seguida, a companhia aérea recebeu uma ameaça da ANAC, via carta, relatando os seguidos atrasos do vôo diário que faz o trecho Recife-João Pessoa-Brasília. O documento informava que se até segunda-feira, 11, a situação não for normalizada, a OceanAir só poderá emitir bilhetes para esta linha com antecipação de 15 dias, quando o normal é um ano.
Com Agência Estado
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